Vocação e carreira

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Neste artigo faço algumas reflexões que tem sido pauta frequente em conversas com amigos e clientes. O conflito entre vocação e carreira.

Sou filho de médico, meu pai era ortopedista em Teresópolis, onde nasci. Sempre tive um orgulho enorme de ser filho daquele homem querido e elogiado por pacientes e colegas.

Meu pai foi o meu exemplo pra tudo, mas diferente dele, estudei engenharia. Se em algum momento ele tentou me influenciar, foi muito sutil.

Aliás, só me lembro de duas ocasiões, na verdade dois livros que me recomendou. Os livros eram “Caçadores de microscópio” e “Médico de homens e de almas”, que contava a vida de São Lucas, santo padroeiro dos médicos. Li só o segundo e gostei muito, mas era tarde, já estava comprometido e de casamento marcado com a engenharia. Engenharia era a minha vocação, eu estava convicto.

Meu pai nem passou recibo, usou minha motivação com a engenharia para me   incentivar a mirar alto, buscar as melhores escolas e, claro, estudar mais. Nunca mais falamos desse assunto, sua única preocupação a partir dali era me apoiar no caminho escolhido e saber se estava feliz.

Me formei engenheiro, trabalhei um par de anos na área e, como a dinâmica da vida real pode ser diferente das nossas idealizações, pouco a pouco, fui me distanciando. Da engenharia, ao longo da minha carreira, migrei para a área de operações; de lá para vendas, em seguida planejamento e então para uma área de desenvolvimento de produtos. Mas, ao invés de dor por estar me afastando da minha vocação, foi uma experiência rica e que me proporcionou uma visão múltipla, por conta de diferentes áreas de atuação. Do mercado de petróleo para o mercado financeiro, em vários segmentos e então finalmente, para o mercado da saúde.

Quanto mais eu ganhava amplitude na empresa e crescia na carreira executiva, mais me realizava. Não foi uma coisa pré-concebida, planejada, simplesmente aconteceu.

Mas e a vocação?

Vivemos em um mundo onde as profissões vêm se transformando de forma acelerada, algumas deixando de existir e outras tantas, surgindo quase todos os dias, mas escolhemos abraçar uma profissão ainda jovens e a nominamos de vocação. Palavra forte, definitiva.

Acredito que a vocação verdadeira de qualquer pessoa é poder desenvolver seu potencial, seja onde for. Vale para engenheiros, advogados, arquitetos, filósofos, qualquer área de atuação, mesmo a medicina.

Realizar algo importante e de significado é o que faz a diferença. Admito que há perfis muito técnicos que preferem e se realizam no aprofundamento em uma disciplina. Mas chamo isso de perfil e não vocação.

Não sou dos mais entusiastas da palavra “vocação”, penso que ela seja como uma prisão que criamos para nós mesmos. Uma limitação na expansão do desenvolvimento do nosso potencial em outras áreas. O ser humano é muito maior do que se imagina, para ficar contido numa caixinha ou um rótulo, que damos o nome de profissão.

Há que se reconhecer, no entanto, que mudar requer coragem para romper com as expectativas criadas, e precisa de orientação e apoio.

Nós no Carreira Médica orientamos, mentoramos e trazemos para cada médico que nos procura, novas informações e dinâmicas para o autoconhecimento.  Somamos mais conteúdo e experiência, à bagagem da formação médica, que adicionam um novo repertório a este profissional. E é esta visão ampliada que cria as oportunidades para o desenvolvimento de uma carreira de maior sucesso.

A carreira é uma das mais belas aventuras da vida! Sejam bem-vindos ao Carreira Médica!

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